LXXXIII






...porque ser livre é, frequentemente, ser só!




 Dificil entender e/ou aceitar?


LXXXII (Explicação)




Aqui, não escrevo sobre o que os meus olhos vêem, 
e sim sobre o que eles sentem...






Resposta aos dois leitores, que me questionaram se gosto de ver terra queimada.

LXXXI (Transmutação)



"É através do fogo que a Natureza muda."

[Mircea Eliade - The Forge and the Crucible]




Herri met de Bles - Sodom on fire, Lot and his daughters


LXXX



Há tanta loucura na vida, como há, na mesma medida, razão na loucura!








Sábio é quem vê uma e outra...

LXXIX




A paixão é um sentimento da condição humana.

Não é nobre, nem continuo.
No mundo dos números equivale geometricamente a meia elipse. Não há critérios, sejam eles de espaço, tempo, ou outra coisa qualquer, que consigam completar esse círculo de forma oval.

É portanto efémero, tal como a matéria.



LXXVIII


Um livro é apenas um livro, o que conta é a capacidade e a erudição de quem o lê e interpreta.



E como um livro, assim é a vida!


LXXVII



Quando a música e a poesia se aliam, o resultado é esta maravilha:


 

O sol veio adormecido
E eu parece que te trago em mim
O olhar brilhante, uma luz
Uma vontade a crescer
Um beijo que a mim me apetece
Dos teus lábios parece derreter
A minha sede é o teu desejo
E uma vontade a crescer
A crescer, a crescer
Diz, se há fogo que arde sem se ver
Se há algo em ti por acender
Em mim já o sinto a arder
A noite caiu depressa
Tanto tempo sem se sentir
Os dois, um beijo, uma viola
E as canções a sair
Os teus olhos parecem pedir
O que eu estou morto por dar
O meu guia é o teu sorrir
E uma vontade a subir
A subir, a subir
Diz, se há fogo que arde sem se ver
Se há algo em ti por acender
Em mim já o sinto a arder


Parabéns Mario, pela tua bela e eterna criação.