LXXV

 
 
As decisões do nosso passado são os arquitectos do nosso presente.





"Nel mezzo del cammin di nostra vita
Mi ritrovai per una selva oscura
Che la diritta via era smarrita"  
 
Mapa do Inferno - Sandro Botticelli
(pintura inspirada na 1ª parte da Divina Comédia de Dante Alighieri , o Inferno)

LXXIV






Sento-me no espaço escuro
E leio de olhos fechados
A história que se repete
Tal astros futuraram
Sinto cada palavra
A penetrar-me as veias
A fusão com o sangue
Provoca pavores
Alucino!
Voltei ao passado?
De novo a ironia do tempo…
Que moteja de mim
Ou comigo?
Às vezes, sorrio,
Outras sou conduzida
Por cercos omitidos
Como?
Se não os conheço…
Questiono
Não tenho resposta
Só silêncio
Ouves-me? Escuto sussurrar
És tu silêncio?
Ou serei eu,
Quem me contrapõe
E de novo sorrio
Uma vela inflama a sua luz
Terei sido eu?
 

LXXIII (Sophia)



«No cume das alturas junto ao caminho, Nas encruzilhadas ela se coloca;»


 [Provérbios 8:2] 


O nome que eu escolheria, mas que foi-me escolhido...

LXXII



E se eu, neste momento soubesse já tudo o que tenho para saber e assimilar?

O que é que isso faria de mim?

Onde e como estaria eu?

O que pensaria eu, se já nada mais houvesse para questionar?



LXXI (Fonte das Lágrimas)


As filhas do Mondego, a morte escura
Longo tempo chorando memoraram
E por memória eterna em fonte pura
As Lágrimas choradas transformaram
O nome lhe puseram que ainda dura
Dos amores de Inês que ali passaram
Vede que fresca fonte rega as flores 
Que as Lágrimas são água e o mome amores

             Os Lusíadas, canto III




Coroação de Inês, LIMA DE FREITAS





















Oratory, a banda portuguesa escolhida para acompanhar esta leitura. Musica "Story of all times". Para quem não conhece, aconselho vivamente. Uma banda que entoa a nossa história.
Ouve e sente o eterno amor de Pedro e Inês.


LXX (prisca sapientia)


Ainda haverá na Humanidade, uma escassa minoria que detenha essa sabedoria, ou a julgue conhecer na sua vasta dimensão?

Ou ter-se-á perdido na noite dos tempos?



Uma resposta eu tenho:
Há quem a procure assiduamente...


LXIX




Seremos sempre assombrados pela dúvida, a certeza nunca correrá, tal líquido vermelho, pelas nossas veias se não acreditarmos e confiarmos plenamente em nós e nas nossas decisões.