LXVI (A Mulher que liderou os Descobrimentos)

1ª parte: capa do livro / 2ª parte: assinatura de Colombo


Um romance com uma outra visão dos Descobrimentos. Pistas sobre o provável envenenamento de D. João II e um segredo que satisfaz incógnitas de 500 anos sobre as origens de Colombo, fundamentado num documento secreto do Vaticano da autoria do cardeal Garampi, sobre o Infante de Sagres e que nos remete para a assinatura de Cristovão Colombo.

D. Beatriz dominou o período áureo da história de Portugal. Casada com D. Fernando, filho adoptivo do Infante D. Henrique, foi sogra de D. João II e mãe de D. Manuel I. O Papa outorgou-lhe oficialmente a governação da Ordem de Cristo e o seu poder foi imenso para uma mulher do sec. XV.

LXV



Na vida a coerência perde-se porque tentamos entender e explicar fisicamente, o incorpóreo, o etéreo...
A simplicidade das respostas são e continuarão a ser nesta vida, um paradoxo interminável.

Não obstante, há que continuar a questionar. Uma pergunta, mesmo que não nos leve à resposta, levará com certeza a outra necessária interrogação... 

Acredito que seja esse o (longo) caminho.


LXIV


"Todo o homem pergunta a si próprio de onde vem e para onde vai. 
Aquela pequena parte do nosso passado que recordamos chama-se Experiência. Ao longe, um nebuloso sopro de vida mostra-nos que devemos ter existido muito antes de nascer neste mundo. Quando são muitos os que se recordam, essa lembrança precisa chama-se História, e o pressentimento de que somos muito mais velhos do que nos indica a não segura ciência contemporânea intitula-se, sob certo aspecto, Mitologia."



[Jorge Angel Livraga in ANKOR - Príncipe da Atlântida]



LXIII




Entre a terra e os astros, flor intensa,
Nascida do silêncio, a lua cheia
Dá vertigens ao mar e azula a areia,
E a terra segue-a em êxtases suspensa

[Sophia de Mello Breyner Andresen]

 

LXII




“No Egipto as bibliotecas chamavam-se ‘o tesouro dos remédios da alma’. Com efeito, nelas curava-se a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as doenças.”
 
[Bossuet]

LXI (Espiral)


É a forma dos embriões, cornos, remoinhos, furacões e galáxias, o desenho da energia quando abandonada a si mesma, o desenho do crescimento sem entraves mas equilibrado.

Galáxia em espiral

Os motivos espirais são correntes no simbolismo da religião, da arte, dos sonhos, dos contos tradicionais e da mitologia. Matematicamente uma espiral é simplesmente uma linha que cresce continuamente na direcção do seu próprio centro ou para fora do mesmo. Mas o seu poder simbólico está na evocação de um percurso arquetípico de crescimento, transformação e viagem psicológica ou espiritual. É um símbolo cósmico que pode representar uma ou outra das várias dualidades: aumento ou redução, ascensão ou descida, evolução ou involução, esplendor ou decadência, acumulação ou dissolução, crescimento ou decrescimento, expansão ou contracção, oferta ou recepção, revelação ou dissimulação. A dupla espiral combina os opostos num só gesto.

 
ADN em forma de espiral dextrógira


O caminho de Ascenção e descida entre o céu e a terra é feito por espirais que se estendem infinitamente nas duas direcções. As divindades e os humanos comunicam entre si ao longo de espirais. Toda e qualquer espiral natural tem um centro de equilíbrio ou olho calmo (o olho da tempestade), à volta do qual giram o movimento e a turbulência. O Olho da espiral evoca o nosso próprio centro, a origem divina, o «eu sou» e a semente da consciência. Sugere o olho da sabedoria, que "tudo observa mas nunca se envolve".


LX - “Para nascer de novo, é preciso morrer primeiro”



"Satã, assim relegado para uma condição vagabunda, errante, instável, não tem paradeiro certo, pois embora possua, em consequência da sua natureza angélica, uma espécie de império sobre os desertos líquidos e os ares, faz parte do seu castigo que ele não disponha de qualquer lugar ou espaço fixo onde descanse a planta dos pés."
 
[Daniel Defoe - The History of the Devil]



E assim começa um dos romances mais polémico das últimas duas décadas, onde a citação da obra de Daniel Defoe, serve de chave para decifrarmos a inspiração do autor (Salman Rushdie), de origem indiana, para a elaboração de uma obra que pretende ser a radiografia de duas civilizações em choque, expondo de uma forma nua e crua as virtudes e defeitos entre duas culturas que têm tanto de fascinante como de terrível. O resultado é um romance que valeu ao Autor a condenação à Fatwah, (com uma oferta de 6 milhões de dólares como recompensa pelo seu assassinato), devido ao livro ser considerado ofensivo ao profeta Maomé e uma blasfémia contra o Islão. 


Eu li uma história de conflito (que até poderei adjectivar de sensato), entre o Bem e o Mal, visto por uma óptica que acredito ser alheia ao mais comum dos mortais. De realçar que este sensato (como usei referir) conflito é muitas vezes entre o Bem (ou o que entendemos por Bem) e o ... ...próprio Bem. Curioso, não é?