LV



"Quanto mais certezas temos nas nossas vidas, mais intrigados nos sentimos com mistérios."

John L. Teynolds - Na Sombra (Breve história das sociedades secretas)


Um livro que confirmou e afirmou o meu (já) entendimento sobre seitas e sociedades secretas existentes no passado ou  presente. E não é à toa, que de 329 páginas, escolhi a frase transcrita em cima para o definir.

Esta leitura, lembrou-me de uma outra de Umberto Eco, que na página tantas de determinado livro nos diz:

"Com os números pode-se fazer o que se quiser. Se eu tiver o numero sagrado 9 e quiser obter 1314, data em que foi queimado Jacques de Molay - para os mais distraídos, ficou conhecido como o último grão mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários - (...) o que faço? Multiplico-o por 146, data fatídica da destruição de Cartago. (...)
Portanto não acredita nas numerologias?
Eu? Acredito firmemente, acredito que o universo é uma concertação admirável de correspondências numéricas e que a leitura do número, e a sua interpretação simbólica, são uma via de conhecimento privilegiada."

Portanto não nos podemos esquecer da sabedoria popular que, há muito tempo, nos diz:
Onde há fumo, há fogo!


LIV (Silêncio)





Como pode a minha mente compreender e aceitar o silêncio?


LIII




"Quem se sente vazio por dentro adorna-se por fora com colares, pulseiras, brincos e toda a espécie de ornamentos. Uma tal pessoa é como um pavão que abre a cauda em forma de leque, aparentando um poder e uma beleza que não possui se não se socorrer deste artifício. Mas quem por dentro se cultiva e descobre um tesouro no seu modo correto de pensar, bem como nos seus nobres sentimentos, não só não necessita de adornos que obnubilam as almas cândidas, como nem sequer repara neles; sente sobejamente que as qualidades daqueles que as possuem cintilam através dos seus olhos, das suas palavras e até quando se calam."
Pitágoras, O Filho do Silêncio - Benigno Morilla

LII (Coincidências)



A vida está cheia de (diferentes) coisas que se parecem, (exclusivamente) com elas próprias...
Está sim!

LI





Vou combatendo o tempo com a minha ideia de imortalidade...

L



"Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar"

#49



"A amizade é indispensável ao homem para o bom funcionamento de sua memória. Lembrar-se do passado, carregá-lo sempre consigo, é talvez a condição necessária para conservar, como se diz, a integridade do seu eu. Para que o eu não se encolha, para que guarde o seu volume, é preciso regar as lembranças como flores num vaso e essa rega exige um contato regular com as testemunhas do passado, quer dizer, com os amigos. Eles são o nosso espelho; a nossa memória; não exigimos nada deles, a não ser que de vez em quando lustrem esse espelho para que nos possamos olhar nele."
 
[A Identidade - Milan Kundera]