LXVIII



"... a verdade, além de aborrecida, não é poética. Só a poesia é capaz de traduzir o movimento íntimo da realidade; só ela é geradora de eventos; só ela cria o mundo e os seus factos. Não há mundo sem poesia e não há poesia sem mentira, que a poesia é o esforço de universalizar a realidade e não o relato do particular. Só não mente quem não é capaz de imaginar. O que é o mundo senão uma mentira? A mentira de Deus, porque a mentira é a força criadora da imaginação. "


[António Cândido Franco in A saga do Rei Menino]




Adorei sorver as tuas mentiras António, ou seria melhor escrever "a tua visão apaixonada" por este nosso passado que envolve o Rei Menino. Adorei os diálogos que tiveste comigo ao longo das tuas inúmeras páginas. A conversa com as personagens da tua história, homens e mulheres do nosso passado. A tua sinceridade para com as palavras e pensamentos e a compreensão dos acontecimentos passados que trazes, de uma forma tão singular, para o teu e meu presente. Adorei António... Adorei...

LXVII (Sopro)



"O Tao é o sopro que nunca morre. É a mão de toda a criação."
[Tao Te Ching] 



A Grécia Antiga percebia o sopro como algo interno e diáfamo, como orvalho, às vezes visível e que se misturava e interagia com o ar. Ouvir, ver, cheirar e falar era soprar, às vezes na forma de raio outras na forma de fogo. O sopro misturado com a inteligência no sopro dos outros, e recuperado para dentro de si, aumentava o conhecimento.



Nós respiramos ou somos respirados?

LXVI (A Mulher que liderou os Descobrimentos)

1ª parte: capa do livro / 2ª parte: assinatura de Colombo


Um romance com uma outra visão dos Descobrimentos. Pistas sobre o provável envenenamento de D. João II e um segredo que satisfaz incógnitas de 500 anos sobre as origens de Colombo, fundamentado num documento secreto do Vaticano da autoria do cardeal Garampi, sobre o Infante de Sagres e que nos remete para a assinatura de Cristovão Colombo.

D. Beatriz dominou o período áureo da história de Portugal. Casada com D. Fernando, filho adoptivo do Infante D. Henrique, foi sogra de D. João II e mãe de D. Manuel I. O Papa outorgou-lhe oficialmente a governação da Ordem de Cristo e o seu poder foi imenso para uma mulher do sec. XV.

LXV



Na vida a coerência perde-se porque tentamos entender e explicar fisicamente, o incorpóreo, o etéreo...
A simplicidade das respostas são e continuarão a ser nesta vida, um paradoxo interminável.

Não obstante, há que continuar a questionar. Uma pergunta, mesmo que não nos leve à resposta, levará com certeza a outra necessária interrogação... 

Acredito que seja esse o (longo) caminho.